Há uns dias, assinalámos a subida de registos de 40 registos de Enzo face a 2011 e apesar de ser inegável a influência brasileira, acredito que muitos destes 109 pequenos Enzos são portugueses. Hoje, porém, não é dia para falar de Enzo, até porque já o temos feito com regularidade, mas acho que é a altura perfeita para trazer à ribalta um nome que eu apontei como possível alternativa a Enzo e que o Xerxes sugeriu, recentemente: Mendo. Aliás, o Xerxes não só o sugeriu, como o definiu muito bem. A seu ver, trata-se de um nome "pouco usual, antiquado, mas com uma sonoridade ótima" e eu subscrevo na íntegra, colocando-o na mesma categoria de Fernão, Martim, Sancho, Lopo, Gil e Sebastião. Quero deixar claro que esta não é a leitura que faço de Enzo, que me parece um nome moderno, mas quando falo em alternativa, digo-o por aproximação, inclusivamente a outros nomes italianos, como Amedeo, Facondo ou Meneo.
Os autores dizem que a sua origem é obscura, mas não hesitam em relacionar Mendo e Mem com o arcaico Menendo, a partir do latim "Menendus". Mendo foi um nome bastante popular até finais do século XVII, tendo entretanto caído em absoluto desuso. A partir de Mendo, cheguei ainda à Lenda dos Sete Ais, que retrata D. Mendo de Paiva, "o mais feroz caçador de mouros do seu tempo", epíteto que se deve a um desgosto de amor, provocado por uma princesa Moura, Anasir, cuja aia se chamava Zuleima.
Para terminar, recorde-se que o apelido Mendes, bastante comum em Portugal, é um patronímico de Mendo, significando, por isso, "filho de Mendo".
Para terminar, recorde-se que o apelido Mendes, bastante comum em Portugal, é um patronímico de Mendo, significando, por isso, "filho de Mendo".